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Marca brasileira focada em gatos vira franquia e fatura R$ 5 milhões

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Fundada por empreendedores com experiência em mercado financeiro, logística e tecnologia, a Woolie nasceu no digital e agora aposta em lojas físicas com adoção de gatos e experiência de marca

A Woolie, marca brasileira especializada em produtos para gatos, está entrando em uma nova fase de expansão. Depois de crescer no ambiente digital, a empresa passou a apostar no varejo físico por meio de franquias, com uma proposta que combina venda de produtos, experiência para tutores e apoio à adoção de felinos.

Fundada em 2020 por Daniel Mostacada e Mário Minatel, a Woolie nasceu a partir de uma percepção comum entre tutores de gatos: por muito tempo, o mercado pet tratou os felinos como um segmento secundário, com produtos pouco adaptados ao comportamento dos animais.

Segundo a reportagem da Exame, a empresa faturou R$ 5 milhões em 2025 e agora busca transformar suas lojas em pontos de experiência, distribuição e relacionamento com a comunidade gateira.

Da dificuldade de encontrar produtos ao nascimento da marca

A origem da Woolie está ligada à experiência pessoal de Daniel Mostacada, tutor de gatos e ex-executivo do mercado financeiro. Ao procurar produtos para seus animais, ele percebeu que muitos itens disponíveis no mercado eram adaptações de produtos voltados para cães.

Entre as dores estavam comedouros inadequados, fontes de água barulhentas, acessórios pouco funcionais e produtos que não levavam em conta a ergonomia e o comportamento dos gatos.

A partir dessa percepção, Daniel passou a estudar design, marcenaria e desenvolvimento de produtos. O objetivo era criar itens mais bonitos, funcionais e realmente pensados para felinos.

Para estruturar a operação, ele chamou Mário Minatel, executivo com experiência em empresas como Loggi, Delivery Center e Shopee, com foco em logística e operação.

Primeiros produtos validaram o mercado

A Woolie começou com três produtos principais: um comedouro ergonômico desenhado no Brasil, uma fonte de água filtrada e silenciosa, e uma caminha produzida localmente.

O primeiro estoque foi planejado para durar cerca de seis meses, mas acabou em apenas um mês. Esse resultado mostrou aos fundadores que existia uma demanda real por produtos de design voltados exclusivamente para gatos.

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Com a validação inicial, a empresa captou recursos com investidores-anjo e Daniel deixou o mercado financeiro para se dedicar integralmente ao negócio.

Hoje, a Woolie possui mais de 300 SKUs, milhares de pedidos enviados e uma base em que cerca de 40% dos clientes são recorrentes. A empresa também inaugurou, no fim de 2024, um hub logístico próprio em São Paulo, com capacidade para processar até 2 mil pedidos por dia.

Do digital para as franquias

Apesar da entrada no varejo físico, o e-commerce continua sendo o principal canal da Woolie. Segundo a Exame, cerca de 86% do faturamento ainda vem da loja online própria.

A decisão de ir para o físico surgiu da própria demanda dos clientes. A marca começou testando pop-ups em cat cafés e depois evoluiu para um formato de loja mais completo.

O modelo foi batizado de Woolieverso, uma junção entre Woolie e universo. A ideia é criar um espaço que vá além da venda de produtos, funcionando também como ambiente de convivência, adoção e experiência para quem ama gatos.

Woolieverso une loja, adoção e hub logístico

O Woolieverso funciona como uma loja física, mas também como residência temporária para gatos resgatados. Os animais ficam no espaço, todos vacinados e castrados, enquanto aguardam adoção.

Além de reforçar a causa animal, o modelo permite que os produtos da marca sejam usados no dia a dia pelos próprios gatos, criando uma demonstração real para os consumidores.

Outro ponto estratégico é a logística. As lojas também funcionam como hubs regionais, ajudando a reduzir prazos e custos de entrega. A presença física ainda fortalece as vendas online nas regiões onde a marca está instalada.

De acordo com estudos internos citados pela empresa, uma loja física pode gerar crescimento de 12% a 14% nas vendas digitais na mesma região. A Woolie também alcança mais de 8 milhões de pessoas por mês no Instagram.

Quanto custa abrir uma franquia da Woolie

O investimento varia conforme o formato da operação. Uma unidade menor pode ser implantada com investimento entre R$ 40 mil e R$ 50 mil. Já uma loja completa pode chegar a cerca de R$ 200 mil.

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O prazo estimado de retorno fica entre 1,5 e 2 anos. Nos dois primeiros anos, a empresa não cobra taxa de franquia, pois pretende testar o modelo, manter a qualidade da operação e crescer de forma controlada.

O pacote inclui projeto arquitetônico, mobiliário, mix de produtos, treinamento e suporte em marketing digital. A meta inicial é abrir cinco novas unidades no eixo Sul-Sudeste, com expansão para outras regiões a partir de 2026.

Marca também aposta em causa e comunidade

Além da venda de produtos, a Woolie se posiciona como uma marca ligada à causa animal. A empresa já participou direta ou indiretamente da adoção de mais de 500 gatos.

A marca também realiza ações de conscientização e promove iniciativas para engajar a comunidade de tutores. Um dos exemplos é o concurso Gato SRD Mais Bonito do Brasil, que já reuniu mais de 12 mil inscritos e ultrapassou 1,1 milhão de votos.

Para os fundadores, criar comunidade é parte central da construção da marca. A proposta é mostrar que gatos não são um nicho secundário dentro do mercado pet, mas um público com necessidades próprias e grande potencial de consumo.

Um novo olhar para o mercado pet

A expansão da Woolie mostra como o mercado pet brasileiro vem se sofisticando. Em vez de tratar produtos para gatos como adaptações de itens para cães, a empresa construiu uma marca especializada, com design próprio, comunidade digital e proposta de experiência.

Agora, com as franquias, a Woolie quer transformar suas lojas em pontos de venda, adoção, logística e relacionamento.

A ambição da marca para os próximos anos é se tornar a principal referência em franquias e adoção de gatos no Brasil, redefinindo a forma como o varejo pet enxerga o universo felino.

Fonte: Exame
Com informações da reportagem publicada originalmente pela Exame.

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